Módulo avariado, garantia e devolução: o que distribuidores e integradores fazem com os painéis

Para quem compra, estoca, vende e instala módulos fotovoltaicos: o caminho do painel que quebrou no estoque, voltou do cliente ou foi trocado na garantia.

Por , fundador da SunR · 5 min de leitura · Atualizado em

Operador de camiseta da SunR e protetor auricular segura em pé, dentro de um galpão, um módulo fotovoltaico de grande formato com o vidro trincado em toda a superfície e etiqueta de devolução colada no canto
Módulo devolvido com o vidro trincado: antes de virar resíduo, ele passa pela garantia.

Distribuidores e integradores lidam com módulos que nunca chegaram a gerar energia. Um palete tomba na empilhadeira, uma carga chega com vidro estilhaçado, um cliente devolve o kit porque desistiu da obra, o fabricante troca um lote com defeito e deixa o módulo antigo no depósito. Cada um desses casos termina no mesmo lugar: um canto do galpão com módulos que ninguém sabe se ainda são produto ou já são resíduo.

Esta página separa as duas coisas. Mostra quando o módulo ainda é caso de garantia ou de devolução, quando vira resíduo e quais documentos fecham o destino.

Três origens do módulo parado no estoque

O módulo só vira resíduo quando garantia, seguro e devolução estão resolvidos.
SituaçãoPrimeiro passoQuando vira resíduo
Avaria no transporte ou no estoqueRegistrar com fotos, número de série e nota fiscal; acionar o transportador ou o seguro de cargaDepois da vistoria ou do acordo com a seguradora
Defeito de fabricaçãoAbrir o pedido de garantia com o fabricante, com os dados do loteDepois que o fabricante analisar e liberar o módulo trocado
Devolução de clienteInspecionar e testar: o módulo pode voltar ao estoque se estiver íntegroQuando não tem condição de venda

Avaria no estoque: registro antes de tudo

O registro feito na hora é o que sustenta qualquer cobrança depois. Fotografe o módulo e o palete, anote número de série, modelo e nota fiscal, e guarde o canhoto de entrega com a ressalva, se a avaria veio do transporte. Sem esses dados, nem o fabricante nem o seguro de carga têm como analisar o pedido.

Enquanto isso, trate o módulo quebrado com cuidado. Ele continua gerando energia quando recebe luz, e o vidro estilhaçado corta e solta fragmentos. Face de vidro para baixo, conectores protegidos, quebrados separados dos inteiros. O guia de painel solar quebrado mostra quando um módulo danificado tem conserto e quando não tem.

Garantia: o que fazer com o módulo trocado

Cada fabricante tem o seu procedimento de garantia. Alguns pedem o módulo de volta para análise, outros aceitam fotos e laudo e autorizam o descarte local. Pergunte por escrito o que fazer com o módulo substituído e guarde essa resposta: ela mostra, numa auditoria, por que o módulo saiu do estoque.

Se o fabricante autoriza o descarte local, o módulo vira resíduo de quem está com ele. Destine com MTR e CDF, e anexe o CDF ao processo de garantia. Revender módulo trocado na garantia como se fosse bom expõe quem vendeu: o defeito pode reaparecer no telhado de um cliente com o seu nome na nota.

Devolução de cliente e segunda vida

Módulo devolvido sem dano físico e com bom desempenho elétrico pode voltar ao estoque ou ter segunda vida, desde que passe por teste, tenha laudo e o comprador assine um termo de ciência. Módulo com microfissura, vidro trincado ou queda de potência vai para reciclagem.

Módulos fotovoltaicos empilhados sobre paletes de madeira dentro de um galpão coberto, com a face de vidro para baixo e um big bag ao lado
Lotes paletizados e separados no galpão, à espera da coleta.

O que a lei diz para distribuidores e comerciantes

A Lei 12.305/2010, a Política Nacional de Resíduos Sólidos, obriga fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de eletroeletrônicos a estruturar a logística reversa (art. 33, VI). O Decreto 10.240/2020 organiza esse sistema para os produtos de uso doméstico, e o painel fotovoltaico está no Anexo I.

Para o integrador que atende residências, isso quer dizer que o módulo retirado do telhado de um cliente pessoa física entra no sistema de eletroeletrônicos. Para módulos de uso comercial, industrial ou de usina, o decreto deixa a logística reversa para acerto por contrato com a cadeia do produto (art. 6º), e vale a responsabilidade do gerador prevista na PNRS. A regra específica para painéis ainda está em discussão no Congresso, como mostra o guia de projetos de lei. O contexto completo está no guia da lei do descarte de painel solar.

Quem responde pelo quê no descarte de painel solarGerador: Usina, EPC, O&M ou empresa dona dos módulos. Responde pelo resíduo até a destinação comprovada (PNRS). Transportador: Leva o lote com o MTR emitido. Precisa estar habilitado para transportar resíduo. Destinador: A recicladora licenciada. Recebe, trata, emite o CDF e o relatório do lote. Fabricante, importador e comércio: Estruturam a logística reversa de eletroeletrônicos de uso doméstico (Decreto 10.240/2020).GeradorUsina, EPC, O&M ouempresa dona dosmódulos. Responde peloresíduo até a destinaçãocomprovada (PNRS).TransportadorLeva o lote com o MTRemitido. Precisa estarhabilitado paratransportar resíduo.DestinadorA recicladoralicenciada. Recebe,trata, emite o CDF e orelatório do lote.Fabricante, importador e comércioEstruturam a logísticareversa deeletroeletrônicos de usodoméstico (Decreto10.240/2020).
Quem responde pelo quê na destinação de módulos fotovoltaicos.

Para integradores: o módulo que sai do telhado

Na troca de um módulo quebrado, na ampliação de um sistema ou na reforma de um telhado, quem retira os painéis costuma ser o integrador. O cliente vai perguntar o que fazer com eles. Ter a resposta pronta, com um destinador que coleta sem volume mínimo e emite documento, evita que o módulo acabe na caçamba de entulho.

A SunR tem pontos de coleta em Porto Alegre, Araranguá, Florianópolis, Cascavel, São Carlos, São Paulo e Brasília. O integrador entrega os módulos no ponto mais perto, ou eles são coletados no endereço (confira com a gente). O passo a passo está no guia de descarte de painel solar.

Como a SunR atende distribuidores e integradores

A SunR é a primeira recicladora de painéis fotovoltaicos da América Latina, em operação desde 2020. Coleta os módulos avariados, trocados ou devolvidos com MTR, faz a reciclagem 100% mecânica na unidade de Montes Claros (MG) e entrega CDF, relatório de destinação e vídeo do processo. Para quem precisa mostrar a destinação a fabricantes ou clientes, a adesão ao Certificado de Reciclagem SunR e PV CYCLE complementa o CDF de cada lote.

+6.000 t
de módulos contratados
+190.000
módulos contratados
+360
coletas desde 2020
+80%
de recuperação mecânica

Perguntas frequentes

Posso descartar um módulo avariado antes de acionar a garantia?

Não é recomendável. Registre a avaria, abra o pedido com o fabricante ou com o seguro de carga e espere a liberação. Descartar antes pode inviabilizar a cobrança.

O fabricante autorizou o descarte local do módulo trocado. E agora?

O módulo passa a ser resíduo de quem está com ele. Destine com uma recicladora licenciada, com MTR e CDF, e anexe o CDF ao processo de garantia.

Distribuidor tem obrigação na logística reversa de painéis?

A PNRS inclui distribuidores e comerciantes de eletroeletrônicos na logística reversa (art. 33, VI), e o painel fotovoltaico está no Anexo I do Decreto 10.240/2020, que trata do uso doméstico.

Módulo devolvido por cliente pode ser revendido?

Se estiver sem dano físico e com bom desempenho elétrico, pode voltar ao estoque ou ter segunda vida, com teste, laudo e termo de ciência do comprador.

A SunR coleta poucos módulos de um integrador?

Sim, sem volume mínimo. Há pontos de coleta em Porto Alegre, Araranguá, Florianópolis, Cascavel, São Carlos, São Paulo e Brasília.

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